Os Observatórios levantam informações qualitativas sobre a situação dos Direitos Humanos de comunidades afetadas pelos problemas da violência e da pobreza, a partir do ponto de vista de jovens moradores desses locais. Para tanto, formaram-se grupos que, acompanhados por pesquisadores, são capacitados neste tema e, ao mesmo tempo, realizam a pesquisa, divulgando os resultados entre outros moradores e para a opinião pública.

O projeto visa fortalecer esses jovens e envolvê-los em associações comunitárias, buscando conciliar formação para a atuação comunitária com um processo de diagnóstico qualitativo sobre a situação dos Direitos Humanos na comunidade. Esse diagnóstico objetiva apontar violações destes direitos no cotidiano, avaliar o impacto local de políticas públicas e identificar possíveis “boas práticas” locais.

Os grupos de observadores são constituídos por meio de parcerias em rede entre Centros de Pesquisa, Associações Comunitárias e Organizações da Sociedade Civil, de modo que ocorra um intercâmbio de informações e experiências entre as diferentes organizações e comunidades participantes. Na etapa final, todos participam da elaboração de um Relatório e de um Informativo, que registram e divulgam as informações observadas.

   
   
   
     
 
   
 
  • Contribuir para a redução das violações dos Direitos Humanos, através da reconstrução da identidade social dos jovens e do fortalecimento de lideranças locais.
  • Criar espaços participativos, fomentando e encorajando o envolvimento de jovens em associações comunitárias.
  • Produzir informações sobre a situação e a percepção local dos Direitos Humanos, partindo do ponto de vista dos jovens sobre essa problemática.
  • Desenvolver uma Rede de Observatórios de Direitos Humanos para a troca de experiências e informações entre as diferentes organizações envolvidas, direta ou indiretamente, no projeto.
  • Disseminar os resultados do trabalho, por meio de publicações destinadas aos jovens e à opinião pública em geral.
   
 
   
     
 
   
 

Os Observatórios são coordenados por organizações que tenham afinidades com os temas dos Direitos Humanos e experiência em relações comunitárias. O grupo de coordenação seleciona associações comunitárias, as quais acolhem um grupo de cinco jovens observadores cada uma.

Os jovens, como bolsistas, participam de uma capacitação voltada para os Direitos Humanos e prática da observação, ao mesmo tempo em que coletam e registram informações qualitativas sobre a situação dos Diretos Humanos nas suas comunidades. Durante o processo, dialogam e trocam experiências com outros grupos de jovens e associações atuantes nas comunidades, formando uma rede local.

Concluída a fase de observação, as informações acumuladas são convertidas em um informativo destinado aos jovens e no Relatório de Cidadania. Ambas publicações são preparadas com a participação dos jovens e divulgadas tanto em suas próprias comunidades como para o público em geral.